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Rosália Diogo

Mostra de Cinema de Tiradentes. Corpo Quilombo

A 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes continua apresentando densos e reveladores subtemas que dizem muito da identidade do Brasil. A Revista Canjerê apresenta para vocês, mais um filme direcionado aos nossos interesses de promoção, divulgação e fomento das artes e cultura negra – Corpo Quilombo: O roteiro pode ser traduzido em algumas palavras chaves: Persistência, contemplação e resistência. Na tela, personagens negros históricos brasileiros, tais como Luiz Gama, Benjamin de Oliveira, Beatriz Nascimento e Dudu das Neves. Essas personagens falam de suas ideias, realizações heroicas e seu legado no Brasil de hoje. A Atriz, o Poeta, o Anjo; Negros em direção a um sarau de poesia na periferia de uma grande cidade, nos remete a pensar nos resistentes saraus periféricos realizados em Belo Horizonte, como o Sarau do Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado e o Sarau do Muquifu.

Mostra de Cinema de Tiradentes. Mostra Aurora – A Rainha Nzinga Chegou

Ainda sobre a Mostra de Cinema de Tiradentes. O Filme A Rainha Nzinga Chegou foi exibido no dia 23 de janeiro, às 20h, no Cine-Tenda. A direção é de Isabel Casimira Gasparino( Rainha Belinha) e de Júnia Torres. No elenco:  Isabel Cassimira, Isabel Casimira Gasparino, Antonio Cassimiro, Ricardo Cassimiro, Margarida Cassimiro e Reginaldo Cassimiro.

Rainha Nzinga e o Reinado Treze de Maio

 Em sua terceira geração de rainhas, o atual reinado feminino Treze de Maio, comandado por Isabel Casimira, situado no bairro Concordia é apenas um reflexo dos diversos territórios de Minas Gerais que iniciaram sua expansão hierárquica por meio da dominação da rainha Nzinga, uma figura importante na resistência contra o domínio portugês na África no século XVII.

A protagonista desta não-ficção, contudo, não é a soberana do Ndongo, em Angola, mas sim uma comunidade inteira: a do Reino Treze de Maio, uma irmandade negra de caráter essencialmente religioso que descende da espiritualidade e das normas praticadas por Nzinga, mas que não está na África.

AURORA – 12 anos

Aurora,  a claridade que aponta o início da manhã; o despontar da vida; a infância; um conjunto de primeiras manifestações, segundo o dicionário Houaiss. Aurora é ainda o título de um filme de 1927 do diretor alemão F. W. Murnau, considerado por muitos especialistas como sua obra-prima.

Em 2018, completam-se doze anos de realização da Mostra Aurora, um dos segmentos mais aguardados na programação  das edições anuais da Mostra de Cinema de Tiradentes, que chega a sua 22ª edição. A mostra está acontecendo entre os dias 18 e 22 de janeiro na charmosa cidade de Tiradentes. Tem como foco, dar visibilidade a realizadores independentes, com até três longas-metragens no currículo e que, de alguma forma, mostrem novos caminhos ou formas de expressão por meio do audiovisual.