Goya Lopes, a pioneira da moda afro-brasileira

Por Fernanda Luá – Jornalista pelo Centro Universitário UniFanor- Wyden e Mestranda em Comunicação pelo
Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará

Negra, empresária, artista e designer têxtil, Goya Lopes destaca-se por seu pioneirismo em difundir, por meio da moda, a cultura afro-brasileira.

Nascida em Salvador, Bahia, em 7 de maio de 1954, desde cedo, Goya foi estimulada pela família e professores ao desenvolvimento das práticas artísticas. É formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1976, e especializada em Design, Museologia, Expressão e Comunicação Visual na Università Internazionale Dell’Arte di Firenze, na Itália, (1978-1979).

Retornou ao Brasil na década de 1980 e se fixou em São Paulo a fim de ampliar seu conhecimento em estamparia e trabalhar para diversas empresas na área de decoração. Seu campo de trabalho é voltado para brasilidades, no qual aborda a cultura popular brasileira  e nordestina, além de ter como principais referências a história da arte africana e a arqueologia.

A fim de fundar uma marca que tivesse uma identidade própria e na qual pudesse fazer experimentações de estamparia com ilustrações de cores marcantes e tropicais que representassem a afro-baianidade, criou a grife Didara by Goya Lopes, em 1986. Segundo Goya, “Didara” é uma palavra advinda do Iorubá e significa o que é bom.

No ano seguinte,  em busca de expandir e popularizar sua marca, abriu uma loja na região do Pelourinho. Em 2013, Goya Lopes expandiu seus projetos e fundou a marca Goya Lopes Design Brasileira em que trabalha temáticas ligadas à cultura popular brasileira.

Foto Paulo Lima