Coletivo Coletivo Lena Santos discute jornalismo, negritude e responsabilidade social, neste sábado, 14

O 2º Congresso do Coletivo Lena Santos, de jornalistas negras e negros de Minas Gerais, que acontece pela primeira vez em formato presencial, trará discussões sobre e responsabilidade social, presença e pioneirismo negro nos veículos de comunicação. Haverá emissão de certificado. O evento é gratuito neste sábado, 14, na Academia Mineira de Letras

Neste sábado, 14, será realizado o 2º Congresso do Coletivo Lena Santos com o objetivo de ampliar a discussão sobre questões raciais que perpassam a mídia no Brasil. Em seu primeiro congresso presencial, o coletivo trará duas mesas de debate, sendo a primeira Abrindo Caminhos – A presença e o pioneirismo negro nos veículos de comunicação, com a presença dos jornalistas Cláudio Henrique (Rede Minas), Márcia Maria Cruz (Estado de Minas) e Misael Avelino (Rádio Favela). Já na segunda, para discutir o combate às diversas formas de preconceito, o tema será “Escolhendo muito bem as palavras – Jornalismo e Responsabilidade Social” com os jornalistas Arthur Bugre, Etiene Martins e Zu Moreira (Globo Minas).

O evento, que será realizado a partir das 14h30 na Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1466, Centro, BH), é produto de uma parceria do Coletivo Lena Santos com o espaço e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

 As vagas já esgotaram, mas abrimos uma lista de espera para quem não conseguiu se inscrever. Pedimos que, se perceber que não poderá comparecer ao evento, avise-nos o quanto antes por meio do e-mail [email protected] ou no direct do nosso Instagram. Assim poderemos passar sua vaga para alguém da lista. 

Haverá emissão de certificados aos presentes. Para mais informações, acesse o perfil do coletivo no Instagram: instagram.com/coletivolenasantos.

A data do evento foi escolhida  pelo simbolismo do 14 de maio, um dia após a abolição da escravatura, ocorrida em 13 de maio de 1888. Afinal, como canta Lazzo Matumbi, “no dia 14 de maio, ninguém me deu bola / eu tive que ser bom de bola pra sobreviver / […] pensaram que poderiam me fazer perder / mas minha alma resiste, meu corpo é de luta / […] eu sou o que sou, pois agora eu sei quem sou eu”.

Uma oportunidade para refletir sobre os caminhos do jornalismo nas pautas raciais, além do pioneirismo negro na profissão.

No primeiro debate,Abrindo Caminhos – A presença e o pioneirismo negro nos veículos de comunicação”, os jornalistas Cláudio Henrique, Márcia Maria Cruz e Misael Avelino traçam os avanços e desafios da presença de pessoas negras no jornalismo

Já em “Escolhendo muito bem as palavras – Jornalismo e Responsabilidade Social”, os jornalistas Arthur Bugre, Etiene Martins e Zu Moreira discutem como o fazer jornalíistico deve, além de documentar o que acontece do mundo, produzir novas perspectivas que vão ao encontro do combate às diversas formas de discriminação.

No evento uma intervenção cênico poética com textos da Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus com a performance “Diário de Bitita”, da artista Carlandréia Ribeiro – uma referência ao livro de mesmo nome da escritora Carolina Maria de Jesus.

Sobre o Coletivo Lena Santos

O Coletivo Lena Santos nasceu da ideia de mudar a realidade da comunicação brasileira, visto que o país tem uma população de mais de 50% que se autodeclara negra, e, por outro lado, conta com poucos jornalistas que representam os afro-brasileiros. Seu objetivo é a construção de uma comunicação antirracista e representativa.

Em apenas três anos de existência, O Coletivo Lena Santos já ocupa um espaço importante na discussão racial que perpassa a mídia brasileira, reunindo mais de 80 integrantes em diversos setores da comunicação.

Sobre o 1º Congresso

Nesta perpectiva de avanços na discussão sobre questões raciais que perpassam a mídia no Brasil, em maio de 2021 foi organizado o 1° Congresso Nacional Coletivo Lena Santos – Jornalistas Negras e Negros. O evento virtual contou com 10 mesas de debates entre comunicadores nacionais e internacionais que refletiram sobre mídia e racismo, com mais de 1.700 inscrições que vieram de todos os estados do país.

Em agosto de 2021, o Coletivo Lena Santos foi convidado para compor o 16º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo – Abraji com a mesa Diversificando as fontes: como empretecer a cobertura e tornar o jornalismo mais plural. Na discussão, emergiram questões de como a escolha de fontes no processo de construção da notícia é fundamental para discutir se as narrativas são verdadeiramente plurais.