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Belo Horizonte

Corte Real Momesca de Belo Horizonte

Por Equipe Canjerê

Belo Horizonte já conhece a sua Corte Real Momesca do Carnaval 2020. O trio formado pelo rei Wallace Filipe Guedes, rainha Laís Lima e princesa Josi Semeão tem agenda intensa de compromissos durante o período carnavalesco da cidade. Wallace Filipe Guedes é estudante de Educação Física, bailarino e modelo fotográfico. Laís Lima é enfermeira, modelo e passista das escolas de samba Cidade Jardim, Acadêmicos de Venda Nova, Imperavi de Ouro e Estrela do Vale. Já a princesa Josi Semeão é formada em administração e também desfila na Acadêmicos de Venda Nova. Os candidatos foram julgados por uma comissão e entre os quesitos avaliados estavam comunicação, simpatia e espírito carnavalesco, samba no pé, desembaraço, sociabilidade, facilidade de expressão e elegância. Os selecionados são considerados embaixadores da folia na capital mineira.

Foto: Corte Momesca – Crédito Bruno Figueiredo / Área de Serviço / Acervo Belotur

Elisa de Sena – Cura

Por Roger Deff

A cantautora Elisa de Sena representa o atual momento da música em Belo Horizonte. Já se percebe uma cena com ótimos trabalhos que, nos últimos anos, tem sido protagonizada principalmente por mulheres, a exemplo de nomes como Tamara Franklin, Zaika dos Santos, Bia Nogueira, Júlia Branco, Manu Dias, Déh Mussolini, Maíra Baldaia e Nathy Rodrigues.

As duas últimas foram parceiras de Elisa de Sena no projeto Negras Autoras, coletivo que reúne mulheres negras da música na capital mineira, do qual fez parte também a percussionista Manu Ranilla, que acompanha a artista em seu  primeiro vôo solo.  Em 2019, Elisa estreou com seu trabalho o álbum “Cura” com produção da DJ Black Josie e apoio do selo Natura Musical. 

O disco conecta a tradição afro-mineira dos tambores com a idéia “futurista” dos timbres eletrônicos e dos samplers. Não por acaso, a música que abre os trabalhos conta com a participação do mestre Maurício Tizumba. Ao longo das 11 faixas do disco que marca o início dessa nova caminhada, a artista desenvolve uma assinatura própria, sem negar as referências, mas se permitindo experimentar direções nada óbvias.

As canções propõem uma leveza necessária em dias tão densos e tensos, mantendo-se na contra-mão uma ideia de desconstrução da cultura que segue vigente no atual momento.

Sob um fundo amarelo com água, a cantora Elisa de Sena se encontra deitada, olhando em direção para câmera. Ela é negra, possui cabelos crespos curtos. Seu olhos estão delineados de preto e com sombra nas cores dourado e acobreado. Seus ombros e braços estão à mostra e metade de sua mão esquerda submersa na água. Sua mão direita está sob a esquerda,e ela está com as unhas pintadas de preto.
Elisa de Sena – Crédito Paulo Oliveira

 “Cura” é o que o nome título propõe, a anti-tese do ódio, um descanso sonoro em meio ao caos. Sem restrições, Elisa se coloca em contato com a música preta universal, sem se preocupar muito com qualquer rótulo que queiram lhe dar. E segue leve, aguerrida, como mulher negra que é, mas sem perder a alegria ancestral.

“A grana é curta, sistema é bruto, bruta batalha, mas sigo flor.” (trecho da música “Ficar só”)