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10 anos da lei de cotas nas universidades

Fruto da luta de décadas do movimento negro, a Lei de Cotas (Lei no 12.711/12) completa 10 anos de implantação em 2023. Para celebrar a efeméride, os jornalistas Márcia Maria Cruz, Gabriel Araújo e Vinicius Luiz lançaram o livro Vidas Inteiras – Histórias dos 10 anos da Lei de Cotas, pela Crivo Editorial. Produzida com recursos da Lei Municipal de incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a obra apresenta histórias de pessoas que foram beneficiadas pela lei de cotas ao mesmo tempo em que reconstrói a trajetória de lutas até a aprovação da legislação. O livro já está disponível pra vendas por R$ 35 e, em Belo Horizonte, pode ser adquirido na Livraria Jenipapo (Rua Fernandes Tourinho, 241 – Savassi). Mais informações na página do projeto no Instagram @vidasinteiraslivro

Por Naiara Rodrigues, jornalista e assessora de imprensa

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Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

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Ao estudarmos a história da África, percebemos que a produção de informações a respeito de suas diversas sociedades subsaarianas é algo recente em termos historiográficos com início do seu apogeu a partir da Segunda Guerra Mundial, e ao olharmos a formação da sociedade brasileira notamos que esta foi intrinsecamente modelada sobre a influência desses povos africanos de modo que quatro séculos de escravidão conectaram profundamente a África Atlântica ao Brasil.
Nesta edição, a Seção África traz um depoimento da professora e proprietária da Village School, escola que fica na cidade de Divinópolis–MG, Júnia Menezes. Ela esteve recentemente na África do Sul e a convidamos para relatar um pouquinho da sua experiência pessoal naquele país. Júnia é professora de inglês dedicada em transformar o espaço em que vive por meio da educação, “Em minha atuação como educadora, mostro aos meus alunos a importância de saber fatos históricos reais, apresentar personagens importantes da nossa história a fim de criar neles o desejo de lutar por um futuro melhor, tal qual nossos ancestrais o fizeram” disse.