Baixe aqui o PDF da 21ª edição da Revista Canjerê

                                            Editorial

Com muita alegria, a equipe do Casarão das Artes Negras e da Revista Canjerê entrega para vocês a 21ª edição da nossa publicação semestral.

BAIXE AQUI

https://revistacanjere.com.br/wp-content/uploads/2024/01/REVISTA-CANJERE-21-rev03-COMPLETA-alta.pdf

Saudamos, na matéria de capa, a 12ª edição do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN), que completou 28 anos de existência em 2023. TRANÇA foi o conceito curatorial criado para o FAN 2023. Um dos maiores símbolos da cultura africana. Expressão estética e de resistência de todo um povo. Ferramenta de sobrevivência durante o período da escravidão (tecnologia ancestral); TRANÇA é o conjunto formado pelo entrelace de três partes.  Estivemos lá, nos sete dias de realização do Festival, contribuindo com o trançar e fortalecimento do legado de matriz africana.

O nosso entrevistado, desta vez, foi o moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. Em seus discursos elaborados em português, introduz termos das diferentes línguas bantu moçambicanas que não têm equivalente em português e que não estão dicionarizadas. Dessa forma, Khosa, ainda que utilizando-se do português padrão, privilegia a realidade linguística presente na cultura moçambicana. O escritor promove a tradução de algumas expressões idiomáticas, ditados populares e provérbios.

Na seção África, o pesquisador Marcos Cardoso faz um traçado sobre o Mali, país localizado na África ocidental.  Ele traz várias reflexões no texto e, em especial, nos dá uma preciosa informação sobre uma etnia daquela região, os povos mandingas. Cardoso assinala que eles participaram intensamente da história social do Brasil por liderarem as revoltas, levantes e insurreições urbanas em Salvador durante a Revolta dos Malês entre 1830 e 1835.

Nesta edição, Robson Di Brito nos brinda com o seguinte texto: a iconografia de Marcial Ávila – uma leitura por meio da temporalidade do xirê, que foi um exercício de manusear a ancestralidade do ritual desse ritual do Candomblé para metodologizar a investigação acerca da arte.

O crítico de cinema e jornalista Adilson Marcelino faz uma mulheragem à saudosa Lea Garcia: precisamos reverenciar aquelas e aqueles que abriram caminho, que militaram pela questão negra, que implementaram e fortaleceram as políticas públicas, que modificaram a cena cultural brasileira e que construíram todo um arcabouço de autoestima da negritude.

E, tem muito mais! Acesse nosso site: https://revistacanjere.com.br

Boa leitura para nós! Axé!

Equipe Casarão das Artes Negras/ Revista Canjerê