Os sons e tons de Augusta Barna

Por Roger Deff é rapper de BH, jornalista com especialização em produção e crítica cultural pela PUC Minas e Mestre em Artes pela UEMG

Augusta Barna é destas artistas que deve ser observada com muita atenção e de perto. Cantora, compositora e atriz, a jovem impressiona pela desenvoltura da sua performance vocal e pela maturidade das suas composições, de letras que carregam uma poesia potente ancorada em uma música de roupagem pop, dialogando com referências que vão da MPB ao funk brasileiro, mas sem necessariamente buscar um rótulo. Nesse sentido, assim como os tropicalistas, Barna mistura sons e tons com a liberdade de quem apenas quer expressar sua arte, da maneira mais sincera e profunda que puder.

Apesar da consistência do trabalho, a carreira fonográfica de Barna é recente e teve início em 2021, quando lançou seu primeiro EP, intitulado “Ruídos”. Apenas dois anos depois, seu primeiro álbum “Sangria Desatada” ganha o mundo. Com dez faixas, o disco entrega excelentes canções, com destaque para “Acaju”, “Chegada” e “Ganhar”, músicas que evidenciam a versatilidade da cantora, em interpretações memoráveis, distintas, que demonstram facetas muito interessantes do seu trabalho.

O crédito vai também, obviamente, para a equipe de músicos competentes que acompanham a artista, sendo Dudu Amendoeira responsável pela produção musical, além de Chico Bueno (guitarras), Rodolfo Buarque (percussão), entre outras presenças no disco. O trabalho dessa promissora artista pode ser conferido em seu canal do youtube https://www.youtube.com/@AugustaBarna e nas principais plataformas digitais.

Foto Gabriel Oliveira