Categoria

Notícias

Nikima


O cantor Nikima lançou recentemente dois novos trabalhos que mostram a
diversidade de suas produções que envolvem diversas linguagens artísticas. Elas trazem desde o ritmo pulsante da música baiana às batidas sintetizadas do eletrônico e um convite à imersão em realidades virtuais.

O videoclipe “Quebra-queixo” narra a história de um ambulante que vende o doce típico pelas ruas de Salvador na busca por seu sustento familiar. Produzido pela Macaco Gordo, o curta-metragem é dirigido por Chico Kértesz e traz figurinos irreverentes. Outro lançamento mais recente é o videoclipe “Amores Líquidos” que aborda o amor, as relações virtuais e
confinamento com o projeto AUSS & AUSS.

O clipe é uma extensão do AUSS & AUSS XP, do Circuito Expositivo, do Imersivo e Interativo da AUSS & AUSS que estreou em Salvador, em janeiro de 2020, no Teatro Gregório de Mattos, e proporcionou ao público experiências em realidade virtual e aumentada, estações de games e a Fantástica Caixa de Música – um cubo gigante revestido com paredes luminosas interativas, onde o público usava sensores para controlar as luzes e a música da instalação.

Revivências


O músico mineiro Sérgio Pererê lançou, em maio, o disco “Revivências”, um álbum com releituras de músicas conhecidas que marcaram sua trajetória como artista e que dialogam com o contexto social vivido hoje no país. Entre as canções estão “Juízo Final”, de Nelson Cavaquinho, “Tempo Rei”, de Gilberto Gil, “Roda Viva”, de Chico Buarque, e “De frente para o crime”, de João Bosco e Aldir Blanc. O projeto independente já está disponível nas plataformas digitais e contou com show virtual de lançamento.

Em rede social, o artista ressaltou a importância de se apoiar a arte neste momento de pandemia e enfatizou que a cultura não pode parar. “Precisamos de arte, de música, de literatura, da força das manifestações populares, de teatro, de tradição e de inventividade para seguirmos em contato com nossa humanidade, simbolizando o horror e a tragédia para transmutá-los em vida, em reconstrução, em possibilidade de futuro. Os artistas seguem como podem, utilizando a tecnologia para fazerem cumprir seu papel no mundo”, afirmou Sérgio Pererê.

Meu Cabelo não é pro seu Governo


O livro “Meu Cabelo não é pro seu Governo”, obra da professora e escritora Monique Pacheco tem sido usado para trabalhar a identidade étnico-racial em vários espaços sociais. Segundo a escritora, a obra é indicada para empoderar meninas, trabalhar a identidade e autoestima, combater o bullying e as várias formas de manifestação do racismo.


O texto é leve e com ilustrações despojadas feita por mulheres que já vivenciaram na pele o desafio de enxergar sua beleza para além dos padrões estéticos etnocêntricos. Antes da pandemia, a escritora visitou escolas e projetos infantis para desenvolver trabalhos relacionados ao tema. Para mais informações e acesso ao livro, entre em contato:
(31)9 7528-7812

Lançamento do Álbum Babadan Banda de Rua


O álbum “Anunciano”, de Babadan Banda de Rua, já está disponível em todas as plataformas digitais. Esse é o primeiro projeto da banda mineira produzido pelo maestro Willian Alves.Com sonoridade predominantemente dos instrumentos de sopro, atabaques, djembes, dunduns, enxadas e tambores utilizados no reinado afro-brasileiro de Minas Gerais, o projeto chega como um lembrete da afro-descendência para o povo brasileiro.


Babadan Banda de Rua surgiu em 2017 por meio da união dos músicos Camilo Gan e Juventino Dias. O propósito da banda é reunir um coletivo de pessoas comprometidas com o combate ao preconceito étnico-racial, além de reverenciar os valores da cultura afro.

As Ébano – Bolsas com identidade


Apresentar um pouco da história negra através das estampas de símbolos e de personalidades importantes na luta antirracista e na construção de uma sociedade mais democrática. É com esse propósito que, em meio à pandemia da COVID-19, surgiu a marca “As Ébano”, bolsas de fabricação própria feitas em couro sintético e estampas de tecido personalizadas.

Criada pela jornalista Adriana Costa, a ideia surgiu após a Oficina Potências
Periféricas, ministrada por ela e sua amiga Ana Flávia Vieira durante evento da PUC Minas em 2019. No início do isolamento social, Adriana saiu de casa decidida. Comprou todo material necessário, criou as imagens, contou com a ajuda da sua mãe, dona Eva, e em menos de 10 dias a coleção foi lançada.

A escolha das personalidades e símbolos é baseada na história e nos avanços da população negra. Cada bolsa é representada por rostos de mulheres que se tornaram importantes referências na conquista de direitos, conscientização e identificação da população negra ao redor do mundo.

Todas as bolsas estão disponíveis para compra no instagram.com/as.ebano.

Fundação pelas Memórias e Culturas Negras do Vale do Jequitinhonha

A necessidade de se instituir um local de acolhimento dos diferentes grupos culturais, de capacitação educativa para a população negra e de enfrentamento do racismo estrutural em Diamantina (MG), culminou com a união pela criação da Fundação pelas Memórias e Culturas Negras do Vale do Jequitinhonha, que pretende ser efetivada no segundo semestre deste ano.

A cidade, segundo o IBGE, possui uma população de 73% de negros, isto é, de pardos e pretos, e está entre as cidades mais negras de Minas Gerais. O Vale do Jequitinhonha possui riquezas inigualáveis em termos de culturas negras, seja no âmbito da arte, com o artesanato e a cerâmica, seja no âmbito do cuidado e da preservação da natureza, com o cultivo da agricultura familiar quilombola e com o cultivo e a colheita da sempre-viva, ou no âmbito da religião, com as irmandades católicas, os grupos de folias de reis, as pastorinhas e os terreiros de matriz africana, entre outras expressões culturais.

A proposição da criação da fundação surgiu com os membros do NUPEDE – Núcleo de Pesquisa, Ensino, Extensão e Divulgação sobre Escravidão, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), coordenado pela professora Adna Candido de Paula. Foram abertas duas frentes de atuação para a organização da participação coletiva de sujeitos sociais da região na realização dessa empreitada. A primeira, organizada com os representantes de instituições interessadas no projeto, tais como a diretora do Museu do Diamante, Sandra Martins Farias, a secretária de cultura da prefeitura de Diamantina, Márcia Betânia Oliveira Horta, o arcebispo metropolitano de Diamantina, Dom Darci José Nicioli, o diretor da CEI/UNOPAR, Erildo Nascimento de Jesus, com alguns pesquisadores do NUPEDE, professores da UFVJM.

Nesta frente de trabalho, após muitos encontros, elaborou-se um estatuto provisório da fundação. Atualmente são desenvolvidas ações da segunda frente de trabalho que, devido à pandemia do coronavírus, precisou adiar algumas das agendas que serão retomadas no segundo semestre. A frente é composta por alunos, professores, agentes públicos e membros de organizações sociais sem fins lucrativos que acolhem e desenvolvem pesquisas sobre temas da negritude e desenvolvem o trabalho de aproximação das iniciativas de estudos e preservação desse patrimônio cultural da população negra já existente com campanhas, audiências públicas, entre outras iniciativas a fim de efetivar a criação da Fundação pelas Memórias e Culturas Negras do Vale do Jequitinhonha.

Literatura infantil

Neste ano, a editora Mazza Edições está com novidades em seu catálogo para os jovens leitores. O livro “Meu Pequeno Bestiário”, da professora-poeta Verônica Mendes Pereira, apresenta poemas que convidam adultos e crianças a se deliciarem com o jogo das palavras e das emoções.

Chapeuzinho vermelho e o boto cor-de-rosa – Divulgação/Mazza Edições

Já o “Chapeuzinho vermelho e o boto cor-de-rosa”, de Cristina Agostinho e Ronaldo Simões Coelho, traz a magia de um clássico para o contexto brasileiro da também encantada floresta amazônica. Outra releitura entres os lançamentos é “O pequeno príncipe em cordel”, de Olegário Alfredo, que traz a famosa história da literatura francesa sob o olhar da cultura do Nordeste brasileiro. Também estão entre as novidades o livro Meia Curta, de Andreza Félix, com a história que ensina sobre autoestima a partir da história de uma pequena bailarina, e Corvo-correio, de Isabel Cintra, que aborda temas importantes como diversidade e tolerância. Todos os títulos estão disponíveis no site da editora: mazzaedicoes.com.br.

Meia-curta – Divulgação/Mazza Edições


Exposição Maracatu Chico Rei

Por Equipe Canjerê

O Centro de Referência da Cultura popular e Tradicional Lagoa do Nado recebe a partir de dezembro a Exposição “Maracatu Chico Rei: elo entre o erudito e o popular por meio da música”. A exposição se propõe a apresentar os limites artificiais dos conceitos clássicos de “popular” e “erudito”, por meio do bailado Maracatu Chico Rei.  Mostrando que o tradicional lugar da cultura erudita, ela reconhece e apresenta toda a riqueza e beleza da cultura popular, fundamental para a identidade do país. O Maracatu Chico Rei é um poema sinfônico e bailado para orquestra e coro, que tem como tema a lenda de um antigo rei africano que foi trazido para o Brasil. Essa importante obra marcou a história da música e da dança do Brasil.

Foto: Ricardo Laf

Patrimônio Cultural

Por Equipe Canjerê

A Festa de Iemanjá e a Festa dos Pretos Velhos se tornam patrimônio imaterial de Belo Horizonte (MG). O reconhecimento atende a uma solicitação de representantes das comunidades tradicionais de matrizes africanas e afro-brasileiras encaminhado ao Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, em 2017.

Com o reconhecimento oficial como patrimônio cultural da cidade, as celebrações passam a integrar a lista de bens culturais que contam com a colaboração do poder público para sua salvaguarda e continuidade histórica. O culto aos Pretos Velhos e Pretas Velhas, ancestrais guias da Umbanda, acontecem desde 1982, nos meses de maio, em meio aos prédios residências do bairro Silveira, na praça Treze de Maio. A festa reúne centenas de afro-religiosos que vão louvar seus ancestrais e pessoas que buscam atendimento nas dezenas de terreiros, das várias partes da cidade e região metropolitana que fazem parte do festejo.

Festa de Preto Velho. Foto: Ricardo Laf

Já a Festa de Iemanjá, realizada anualmente desde 1953, possui relevância histórica para os adeptos das celebrações do Sagrado afro-brasileiro na capital mineira e acontece próximo à Praça Dalva Simão, na Lagoa da Pampulha, ressignificando o projeto original do Conjunto Moderno da Pampulha. De grande importância para os adeptos do Candomblé e da Umbanda, ela revela o sagrado no espaço urbano.

Chica, a princesa do Arraial

Por Equipe Canjerê

A infância de Chica, no Arraial do Tejuco, é narrada em palavras e imagens pelo artista plástico Marcial Ávila. O livro “Chica, a princesa do arraial”, é como uma máquina do tempo: ao ler o texto, somos transportados a um passado remoto, a uma cidade mineradora do século XVIII, como o arraial em que viveu a “menina Chica”. Mas somos, também, lançados em uma memória atemporal: essa é a história da infância de muitas crianças em cidades do interior, como a do próprio autor, que cresceu em Diamantina. Além disso, projetamos na “menina Chica” um ideal de infância para os dias atuais, pois acompanhamos uma criança livre de preocupações, envolvida por seus sonhos e desejos, satisfeita consigo mesma, que aproveita todos os momentos de sua vida. 

Marcial Avila – Foto Ricardo S. Goncalves