Nóticias > Vereadora quilombola em BH

Vereadora quilombola em BH

Juhlia Santos (PSOL) é a primeira vereadora quilombola eleita com 6.703 votos.
Crédito: Ricardo Ricco

A capital mineira terá pela primeira vez uma vereadora quilombola eleita com 6.703 votos. Juhlia Santos (PSOL) é travesti, preta, quilombola, com 41 anos e com uma história de luta que inclui o enfrentamento à mineração na Serra do Curral, a retomada do Carnaval de rua e a garantia de direitos de pessoas LGBTQIAPN+, com militância nas causas trans. “Carrego a força do meu quilombo e a energia das minhas ancestrais: minha mãe Makota Kidoilê e minha vó Mameto Muiandê. Mulheres de resistência que me formaram com afeto e coragem. Nossa eleição é fruto da força coletiva, plural e diversa”, declarou a nova vereadora da cidade. Fruto da coletividade, Juhlia Santos é quilombola do Quilombo Manzo e ativista LGBTQIAPN+, atua como artista e agente cultural como produtora de espetáculos e integrante de blocos de carnavais como o Corte Devassa.

23ª edição

Essa postagem foi possível graças a um dos nossos parceiros:​

Sandrinha Flavia

Jornalista, empresária e apresentadora.

Você também pode gostar

SIGNOS Endereço nos cabelos leva a mais do que leio onde estão dançando em ritmos vermelhos. Dançam tatuagens alheias a seu desenho. As siglas dos mistérios fecham sem correntes um corpo que intenso se move na inércia. E sobre outro corpo – maestro por urgência – dança como se antes vencesse o desespero. Dentro da música o pente a silhueta a hora em que a última fera sabe o sigilo dos velhos.
Ao estudarmos a história da África, percebemos que a produção de informações a respeito de suas diversas sociedades subsaarianas é algo recente em termos historiográficos com início do seu apogeu a partir da Segunda Guerra Mundial, e ao olharmos a formação da sociedade brasileira notamos que esta foi intrinsecamente modelada sobre a influência desses povos africanos de modo que quatro séculos de escravidão conectaram profundamente a África Atlântica ao Brasil.
Poeta, em que medita? Por que vives triste assim? É que eu a acho bonita E você não gosta de mim. Poeta, tua alma é nobre És triste, o que o desgosta? Amo-a. Mas sou tão pobre E dos pobres ninguém gosta.