Nóticias > Vereadora quilombola em BH

Vereadora quilombola em BH

Juhlia Santos (PSOL) é a primeira vereadora quilombola eleita com 6.703 votos.
Crédito: Ricardo Ricco

A capital mineira terá pela primeira vez uma vereadora quilombola eleita com 6.703 votos. Juhlia Santos (PSOL) é travesti, preta, quilombola, com 41 anos e com uma história de luta que inclui o enfrentamento à mineração na Serra do Curral, a retomada do Carnaval de rua e a garantia de direitos de pessoas LGBTQIAPN+, com militância nas causas trans. “Carrego a força do meu quilombo e a energia das minhas ancestrais: minha mãe Makota Kidoilê e minha vó Mameto Muiandê. Mulheres de resistência que me formaram com afeto e coragem. Nossa eleição é fruto da força coletiva, plural e diversa”, declarou a nova vereadora da cidade. Fruto da coletividade, Juhlia Santos é quilombola do Quilombo Manzo e ativista LGBTQIAPN+, atua como artista e agente cultural como produtora de espetáculos e integrante de blocos de carnavais como o Corte Devassa.

23ª edição

Essa postagem foi possível graças a um dos nossos parceiros:​

Sandrinha Flavia

Jornalista, empresária e apresentadora.

Você também pode gostar

Denilson Tourinho é artista, mestre e doutorando em Educação pela UFMG. Ator com trajetória em festivais no Brasil e no exterior. Idealizador e coordenador do Prêmio Leda Maria Martins.
O mestre cervejeiro Thiago André dos Santos, 40, e sua sócia Iane Kátia Matias de Freitas, 35, abriram um bar com uma pegada cultural que apoia, ou realiza com várias parcerias, eventos de Hip Hop, Reggae, Forró, Slam, Baile Soul, Samba etc.
As culturas de tradições populares têm um papel fundamental no fortalecimento dos laços coletivos, promovendo trocas que vão além do ambiente virtual. Em tempos em que as relações se tornam cada vez mais mediadas por telas e mensagens instantâneas, experiências presenciais, como as oferecidas por festas tradicionais e manifestações culturais, resgatam a vivência do encontro e o senso de comunidade. Esse contato reforça a identidade local e desperta memórias compartilhadas, valorizando a transmissão de saberes e rituais que enriquecem o vínculo social e emocional entre as pessoas.