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Mostra Quelimane chega à 2ª edição com cinema moçambicano, debates e música africana em Belo Horizonte

Entre os dias 8 e 10 de maio, o Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, recebe a 2ª edição da Mostra de Filmes Moçambicanos – Quelimane, iniciativa do Instituto Cultural Casarão das Artes Negras em parceria com o cinema público da capital. A programação reúne exibições, debates e apresentações musicais que ampliam o diálogo entre Brasil e Moçambique a partir do audiovisual e da cultura.

Com curadoria de Rosália Diogo, a mostra propõe um mergulho nas narrativas moçambicanas contemporâneas, destacando produções que abordam memória, identidade, cotidiano e transformações sociais. A abertura acontece no dia 8 de maio, às 18h, com apresentação de músicas africanas comandada pelos DJs Vula, Leo Olivera e Fabiano Silva. No mesmo dia, às 19h30, será exibido o filme Calei Demais, seguido de um vídeo com depoimentos de moçambicanos saudando a realização da mostra.

No dia 9 de maio, a programação segue com a exibição de Vutomi Dza Ku Dzin’ga Heli (“É a vida que nunca acaba”), produção com direção de Gabriel Navajo e Carlos Daniel. Após a sessão, o público poderá participar de um debate mediado pelo moçambicano Eusébio Fernando Chitilango, doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG, com a presença de um dos realizadores do filme.

O encerramento, no dia 10 de maio, fica por conta do longa Quelimane é Carnaval, dirigido por Alex Dau, celebrando a potência cultural e festiva do país africano.

A mostra também abre espaço para reflexões sobre temas sociais, como no filme Empregadas Domésticas, ampliando o olhar sobre as relações de trabalho e os atravessamentos históricos entre África e Brasil.

Continuidade e fortalecimento cultural

Realizada pela segunda vez, a Mostra Quelimane dá continuidade a um movimento iniciado em sua primeira edição, que buscou aproximar o público brasileiro da produção audiovisual moçambicana, ainda pouco difundida nos circuitos comerciais. O projeto se consolida como um espaço de intercâmbio cultural, formação de público e valorização de narrativas africanas, fortalecendo pontes históricas e afetivas entre os territórios.

Mais do que exibir filmes, a mostra aposta na experiência coletiva do cinema como ferramenta de escuta, reconhecimento e troca, ampliando repertórios e tensionando perspectivas.

Além da programação no Cine Santa Tereza, a curadora Rosália Diogo também participa, no dia 15 de maio, da atividade “Dia Internacional da África: Roda de Conversa e Intervenção Musical”, promovida pelo CCBB Educativo. O encontro propõe uma reflexão sobre histórias da África e da diáspora brasileira, reunindo Rosália e o mestre em Demografia Abdoul Razack. A programação conta ainda com intervenção musical da cantora Raquel Seneias, abordando o samba como expressão artística de matriz afro-brasileira. A atividade acontece às 18h, no Teatro II do CCBB, com entrada gratuita.

Serviço
📍 Cine Santa Tereza – Rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, Belo Horizonte
📅 8 de maio (19h30), 9 de maio (19h) e 10 de maio (19h)
🎟 Entrada gratuita (sujeita à lotação)

📍Teatro II – CCBB
📅Dia 15/05 (sexta-feira), às 18h 
Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso em nossa bilheteria e aqui.   

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Jaice Balduino

Jornalista, estrategista de conteúdo e comunicadora social. Profissional de comunicação e estratégia, atua com posicionamento, produção de conteúdo e fortalecimento de marcas e iniciativas de impacto social.

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Além de DJ e pesquisador, Leo é professor de Arquitetura e Design na UFMG.Suas pesquisas sonoras transitam nas influências exercidas pelo Jazz e pela música eletrônica em nossos tempos. Em seus sets toca Nujazz, Acidhopjazz, Afrohouse, Brasilidades, ordestinatrônica, Lounge e House Music.
Zenilda Diogo iniciou sua vida profissional no cartório de registro civil da cidade, experiência que trouxe reconhecimento social e abriu novas perspectivas.
Há um corpo de 2.000 línguas da África subsaariana estudadas por Bleck em 1862 e concluiu-se que em todas elas, a palavra que designa gente é muNTU (ser humano); baNTU é o plural (seres humanos). Sabemos que as pessoas que falavam as línguas protobanto há pelo menos 3.000 anos antes da era cristã, migraram e dispersaram para a costa do Oceano Índico, para a África Central (Kongo/Angola) e o para o sul do continente. Os bantus criavam gado, conheciam a metalurgia do ferro, utilizavam embarcações que cruzavam os grandes rios da floresta equatorial, eram pescadores e agricultores que fundiram a enxada (metal).