Literatura

África, ventre do mundo, raiz primeira, Solo de sangue e de sol, Onde o tempo dança com tambores e a vida pulsa em cada Ori.
Vou receber-te com abraço Beijos e carinhos Vem matar-me a sede Além dos beijos e abraços Tens os meus seios Seios do deserto Seios de areia.
Eu sou o teu passado e o teu presente Através de ti retornei à vida, ó filho de África Porque trazes no sangue a força de todos os escravizados És tu quem vai hastear para sempre a bandeira da liberdade
Meu corpo vazou a fronteira e rompeu o véu do tempo Em fluxo reverso revi o trajeto dos meus Vi a dor escancarada que dilacera a carne Ouvi os gritos de minha tataravó Senti o cheiro e a náusea Fui desfazendo as correntes...
Explore a liberdade além das tarefas diárias: um despertar para a leitura, o autoconhecimento, a reinvenção pessoal e a busca por significados.
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Poema que desvenda a origem e suas ilusões, refletindo sobre identidade, escrita e a complexa relação entre o ser e o não-ser existencial
A poesia sensorial e simbólica: a cor da música, o gosto do poema e o mistério das palavras em um jogo de sensações e sentimentos profundos.