Eu sou o teu passado e o teu presente
Através de ti retornei à vida, ó filho de África
Porque trazes no sangue a força de todos os escravizados
És tu quem vai hastear para sempre a bandeira da liberdade
Meu corpo vazou a fronteira e rompeu o véu do tempo
Em fluxo reverso revi o trajeto dos meus
Vi a dor escancarada que dilacera a carne
Ouvi os gritos de minha tataravó
Senti o cheiro e a náusea
Fui desfazendo as correntes...