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África, mãe ancestral

 Marcial Ávila – Artista plástico e poeta

África, ventre do mundo, raiz primeira,

Solo de sangue e de sol,

Onde o tempo dança com tambores

e a vida pulsa em cada Ori.

Teus rios sussurram histórias milenares,

Teus seios montanhas,guardam segredos antigos,

Teus povos, guerreiros são vencedores,

Erguem-se sempre, apesar dos perigos.

No batuque, na dança, na cor da pele,

Até no sorriso que resiste à dor,

Há um grito de liberdade,

E um canto eterno de amor.

África, mãe que todos carregamos,

Mesmo sem lembrar da partida,

És memória viva, és chama acesa,

És esperança renascida.

África preta de útero fecundo,

Gerou e amamentou impérios,

Criou ciência, dourou-se em ouro,

Tornou-se a mãe do mundo.

Ilustração: Marcial Ávila

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Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

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