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Mostra de Cinema de Tiradentes: Corpo Quilombo

A 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes continua apresentando densos e reveladores subtemas que dizem muito da identidade do Brasil. A Revista Canjerê apresenta para vocês, mais um filme direcionado aos nossos interesses de promoção, divulgação e fomento das artes e cultura negra – Corpo Quilombo: O roteiro pode ser traduzido em algumas palavras chaves: Persistência, contemplação e resistência. Na tela, personagens negros históricos brasileiros, tais como Luiz Gama, Benjamin de Oliveira, Beatriz Nascimento e Dudu das Neves. Essas personagens falam de suas ideias, realizações heroicas e seu legado no Brasil de hoje. A Atriz, o Poeta, o Anjo; Negros em direção a um sarau de poesia na periferia de uma grande cidade, nos remete a pensar nos resistentes saraus periféricos realizados em Belo Horizonte, como o Sarau do Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado e o Sarau do Muquifu.

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Editorial Revista Canjerê

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SIGNOS Endereço nos cabelos leva a mais do que leio onde estão dançando em ritmos vermelhos. Dançam tatuagens alheias a seu desenho. As siglas dos mistérios fecham sem correntes um corpo que intenso se move na inércia. E sobre outro corpo – maestro por urgência – dança como se antes vencesse o desespero. Dentro da música o pente a silhueta a hora em que a última fera sabe o sigilo dos velhos.
A abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes nesta sexta-feira, contou com performances em tom político que ressaltaram a força da arte enquanto expressão essencial para humanidade. Sob a temática que rege a 22a edição do festival, “Corpos Adiante”, a noite teve trilha sonora executada ao vivo pelo Barulhista, e performances de artistas como Elisa Nunes, Gláucia Vendeveld, Nívia Sabino, Rejane Faria e Zora Santos.
“Era uma vez em Parpoplanca”, romance do jornalista e escritor Luiz Fernando Treviso (@luizftreviso.autor), transita entre o suspense, o drama e o humor ácido, apresentando uma narrativa que subverte o gênero policial com personagens improváveis e interessantes. Publicada de forma independente pelo Clube dos Autores, a obra investiga um estranho assassinato acontecido numa cidade pacata e tem como protagonista um detetive negro de black power imponente que usa chinelos Havaianas, é assumidamente "apreciador da erva" e costuma ter ataques de riso em situações de tensão.