Comportamento > Guia Negro une viagens e black business

Guia Negro une viagens e black business

Guia Negro une viagens e black business para estabelecer a cultura negra em destinos turísticos.

Se viajar é uma experiência transformadora, por que não pode ser também inclusiva? É a partir dessa provocação que surgiu o Guia Negro, uma plataforma de afroturismo que realiza experiências turísticas em diversas cidades e faz produção independente de conteúdo sobre viagens, cultura negra, afroturismo e black business.

A iniciativa foi fundada pelo jornalista Guilherme Soares Dias que é consultor em diversidade e empreendedor apaixonado por viagens. Como jornalista, ele escreve para a Carta Capital, Revista Trip, UOL e é colunista na Folha de S. Paulo, além de outras publicações como podcast “Afroturismo, o movimento”, um guia inovador de viagens mais diversas e conscientes. A cada sexta-feira, o podcast traz novos convidados que abordam temas sobre a história e a cultura desse povo tão rico, trazendo narrativas sobre o protagonismo negro e um novo olhar para o turismo. A produção tem a participação do fotógrafo e anfitrião de experiências Heitor Salatiel que traz dicas de lugares, músicas e filmes para continuar as viagens propostas pelo programa.

Guilherme Soares Dias é ainda apresentador do quadro Guia Negro Viagem, disponível no canal de Youtube do Catraca Livre. Em 2022, o canal lançou episódios sobre destinos como África do Sul, Palmares, Salvador, São Paulo e São Luiz. Nos vídeos, Guilherme apresenta destinos passando por pontos turísticos, restaurantes, espaços culturais, museus ou locais históricos importantes para a história negra, no Brasil ou exterior, sempre acompanhado de um convidado que participa das visitas.

Além de dicas com canais de comunicações em diferentes formatos, o Guia Negro também oferece e desenvolve experiências turísticas com passeios guiados. Na lista de roteiros especiais oferecidos pelo Guia Negro estão a Caminhada São Paulo Negra e de outros walking tours baseados na cultura e história negra, como a Caminhada Bixiga Negra e Caminhada Barra Funda Negra, em São Paulo. A proposta é percorrer locais e monumentos representativos para a população negra, tendo como propósito a realização de um resgate da história do povo negro na cidade de São Paulo.

Na Bahia, o público também pode descobrir novos olhares a partir do turismo criativo da plataforma. A Caminhada Salvador Negra, que ocorre no Pelourinho; a Suburbana Tour; Nordeste Tour; Passar uma tarde em Itapuã; Curuzu-Liberdade Tour; e Caminhada Boipeba Roots. Os valores dessas experiências turísticas guiadas variam, e os passeios guiados podem ser feitos de 60 a 75 reais, com agendamentos disponíveis pela plataforma. O Guia Negro contém conteúdos diversos como entrevistas com artistas, curiosidades e dicas de viagens, afro-negócios, agendas culturais, entre outros. Conheça mais sobre essa plataforma no site: guianegro.com.br

Foto: Guia Negro

Essa postagem foi possível graças a um dos nossos parceiros:​

Naiara Rodrigues

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, atua como especialista em comunicação no setor cultural há dez anos. Colabora para Revista Canjerê desde 2017. Já atuou como repórter na Campanha Libertas, Projeto Preserva e Rádio UFMG Educativa. Co-autora do livro-reportagem “Diário de Bloco” (2015) sobre a retomada de blocos de rua no Carnaval de Belo Horizonte.

Você também pode gostar

Eis que apareceu naquela escola um professor usando trança nagô, barrete com as cores do reggae, um estilo ressaltando muito bem a sua negritude. Para os alunos, não deixava de ser novidade um professor com aquele perfil, pois até o momento não havia aparecido um como ele.
Está em cartaz no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), de Belo Horizonte, exposição retrospectiva do artista Jean-Michel Basquiat (1960-1988), inédita no país, com mais de 80 quadros, desenhos e gravuras. Ele desenvolveu um estilo novo e expressivo e tornou-se um dos destaques da retomada da pintura figurativa na década de 1980. A obra personifica o caráter de Nova Iorque nos anos 70 e 80, quando a mistura de empolgação e decadência criou um paraíso de criatividade. A mostra segue até 24 de setembro e pode ser vista de quarta a segunda, das 9 às 21 horas, no centro cultural localizado na Praça da Liberdade. A entrada é gratuita.
Maria de Lourdes de Sousa Silva, 42 anos, mais conhecida como Lu Silva é apaixonada por alimentação saudável. Para suprir as suas próprias necessidades e incentivar as pessoas a se alimentarem melhor, resolveu investir em um negócio próprio, a Tapioca D’Lu. Com um cardápio variado em sabores doces e salgados, vegano e vegetariano, a empresa se diferencia no modo de preparo: a fabricação é auto-sustentável e os produtos utilizados são agroecológicos.