Cultura > VEREADORA JUHLIA SANTOS PROMOVE ENCONTRO COM TERREIROS DE MATRIZ AFRICANA NA CÂMARA MUNICIPAL DE BH

VEREADORA JUHLIA SANTOS PROMOVE ENCONTRO COM TERREIROS DE MATRIZ AFRICANA NA CÂMARA MUNICIPAL DE BH

Credito: Ricardo Rico

Respeito, escuta e axé: o terreiro é política viva.

Hoje, 06 de junho, às 18h, a vereadora Juhlia Santos (PSOL) realiza, no Plenário Amintas de Barros da Câmara Municipal de Belo Horizonte, uma reunião voltada ao diálogo com representantes de terreiros de matriz africana da capital mineira.

O objetivo do encontro é fortalecer a escuta, a valorização e a articulação política dos terreiros como espaços de fé, resistência, cultura e acolhimento. O momento será dedicado ao compartilhamento de experiências, reconhecimento dos desafios enfrentados por esses territórios religiosos e à construção coletiva de caminhos para ampliar o respeito institucional e social à diversidade religiosa afro-brasileira.

“O terreiro é mais do que um espaço de fé: é um território de cuidado, de identidade e de resistência. É essencial que o poder público reconheça essa força e caminhe junto com quem transforma vidas pela ancestralidade”, afirma a vereadora Juhlia Santos.

Em um contexto marcado pelo avanço da intolerância religiosa, especialmente contra religiões de matriz africana, a construção de espaços de escuta institucional se torna ainda mais urgente. O encontro se propõe a ser um espaço de acolhimento, afirmação e articulação política, onde cada voz seja ouvida com respeito e cada terreiro seja reconhecido como parte legítima do tecido cultural e espiritual de Belo Horizonte.

Serviço:

Reunião O terreiro é Política Viva

Data: Sexta-feira, 06 de junho de 2025

Horário: 18h

Local: Plenário Amintas de Barros – Câmara Municipal de Belo Horizonte

Proponente: Vereadora Juhlia Santos (PSOL)

Entrada: Aberto ao público

Convidado: Presença de lideranças religiosas, representantes culturais e comunidade em geral.

Essa postagem foi possível graças a um dos nossos parceiros:​

Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

Você também pode gostar

“O meu país é meu lugar de fala”. Os versos de Elza Soares, na música “O Que Se Cala”, pode retratar, também, a trajetória de destaque da cantora que emprestou a sua voz para muitas mulheres, para o movimento negro e para a arte brasileira. O seu ritmo emociona milhões de pessoas, inclusive em Minas Gerais. Como forma de agradecimento, a Câmara Municipal vai homenageá-la com o título de cidadã honorária de Belo Horizonte no dia 10 de maio, às 19h30, por indicação do vereador Gilson Reis (PCdoB).
Esta matéria foi produzida a partir da pesquisa de mestrado de Frederico Maciel, o Negro F, cuja dissertação foi defendida na Universidade de São Paulo (USP) e eu tive a honra e o orgulho de ter feito parte da banca examinadora. Tenho um orgulho muito grande de ser moradora da regional Leste de Belo Horizonte, bairro Santa Efigênia, regional investigada por Frederico. Ainda que a administração municipal tenha realocado o bairro em que moro na regional Centro-Sul, insisto em defender que este é um bairro da regional leste.
O músico e compositor mineiro Sérgio Pererê esteve recentemente na Guiné-Bissau, onde viveu momentos marcantes de reencontro com suas raízes, compartilhando essa experiência com seus seguidores nas redes sociais.