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Projeto Mwana Afrika apresenta uma nova versão da África para o mundo

Por Sandrinha Flávia, jornalista, mestra de cerimônias, empresária e editora

Desde fevereiro de 2018, Mwana Afrika grava vídeos para o projeto  Mwana Afrika – Oficina Cultural. A produção faz parte de um quadro veiculado na TV Pública de Angola com pautas  que abordam danças, ciências, símbolos culturais, filosofia, instrumentos musicais, trajes, etnias, crenças  e tantos outros temas que retratam o  verdadeiro continente africano.

A formação em jornalismo, economia e finanças foram fundamentais para Mwana realizar o que ama: contar histórias e publicá-las. A jornalista ressalta que se sente muito bem com esse trabalho e que a profissão é uma forma de ensinar e aprender o tempo todo.

A ideia da Oficina Cultural começou como uma espécie de Academia Panafricanista nas ruas de Lisboa como ela mesma explica: “Eu juntava pessoas de várias etnias, raças, idades, e “aculturava-as” com África.” Com o crescimento do projeto, Mwana resolveu dar uma parada para reestruturação.

O projeto agora será ampliado para várias cidades do mundo. “Quero ver a África na boca do mundo pela positiva, quero levar nossos valores, nossa variedade cultural e linguística, nossa sabedoria ancestral e muito mais.” diz orgulhosa das suas origens.

Sua bagagem cultural vem de muita dedicação em pesquisas e várias vivências pessoais viajando por quase 20 países, onde aprendeu e também ensinou. “Quem viaja ou tem a experiência de viver num país diferente, nunca é a mesma pessoa. As experiências de vida valem muito, levamos para a vida toda. Conheço quase a Europa toda.”

As próximas viagens da jornalista serão apenas pela África. Ela pretende passar por Ghana, Senegal, Quênia, Congo etc.

Atualmente divide sua moradia entre Portugal e Angola. Mas Mwana tem sangue brasileiro, pois nasceu no Brasil. “Nasci e vivi no Brasil. Cresci em Angola e atualmente vivo em Portugal.” Sobre a sua família, ela fala o suficiente: “Minha família é tudo pra mim; se hoje sou o que sou, é graças à minha família. Venho de uma família muito trabalhadora, dedicada e com uma educação que vale ouro”.

Para o próximo ano, Mwana pretende, talvez, lançar o seu primeiro livro, para isso ela está focada nas pesquisas: “Gostaria que os conteúdos retratados no meu programa de TV dessem lugar a um livro. Pretendo escrever para documentários e também vem aí o livro de ensino básico de línguas africanas. Estamos a terminar e brevemente teremos muitas novidades”.

Visite o canal Mwana Afrika no YouTube e conheça mais sobre África.

Atualização em 01/08/2020

No carnaval de 2021 a escola de samba Portela do Rio de Janeiro (Brasil) vai falar sobre o Baobá, uma árvore nativa da África. Mwana  tem contribuído com o conteúdo para o enredo.

Em julho de 2020, Mwana estreou na Trace Brazuca um canal brasileiro com 24 horas de programação dedicada ao universo Afro-urbano.

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Editorial Revista Canjerê

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Esta matéria foi produzida a partir da pesquisa de mestrado de Frederico Maciel, o Negro F, cuja dissertação foi defendida na Universidade de São Paulo (USP) e eu tive a honra e o orgulho de ter feito parte da banca examinadora. Tenho um orgulho muito grande de ser moradora da regional Leste de Belo Horizonte, bairro Santa Efigênia, regional investigada por Frederico. Ainda que a administração municipal tenha realocado o bairro em que moro na regional Centro-Sul, insisto em defender que este é um bairro da regional leste.