A circulação de saberes entre Brasil e África ganha novos capítulos a partir de encontros que atravessam o Atlântico e conectam histórias, identidades e memórias. Foi nesse contexto que a editora da Revista Canjerê, Rosália Diogo, esteve em Cabo Verde para uma agenda que reafirma o papel da literatura como ponte entre territórios.
No dia 14 de abril, na cidade da Praia, Rosália conduziu a palestra “Literatura cabo-verdiana e brasileira: aproximações”, realizada no Instituto Guimarães Rosa. O encontro reuniu participantes em um espaço de escuta, troca e reflexão, destacando as conexões entre as produções literárias dos dois países e os caminhos compartilhados que atravessam suas narrativas.



Ao longo da palestra, foram abordados temas como identidade, pertencimento, ancestralidade e resistência, evidenciando como a literatura atua na preservação de histórias e na construção de futuros possíveis. Mais do que uma análise literária, o momento se consolidou como um convite ao reconhecimento das raízes comuns e das potências que emergem desse diálogo entre Brasil e África.
A presença em Cabo Verde se soma a uma trajetória recente de circulação internacional da editora em países africanos. Em Moçambique, Rosália esteve em Maputo, onde realizou o lançamento da Revista Canjerê e promoveu encontros com importantes nomes da literatura africana. Entre os destaques, estão a visita à escritora Paulina Chiziane, uma das vozes mais relevantes da literatura moçambicana, e o encontro com Mia Couto, referência internacional da literatura contemporânea.
Ao fortalecer esses encontros, a Canjerê reafirma seu papel como plataforma de conexão entre culturas, utilizando a comunicação e a literatura como instrumentos de continuidade, reconhecimento e transformação.

