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Editorial

Eba!  Chegamos a 25ª edição da nossa revista. Dez anos de parcerias, com quem colabora com todas as etapas de construção dela, desde as pautas, passando pela escrita, revisões e editoração. Tudo feito com muito carinho para que você possa ler um material de qualidade.

Destacamos a matéria de capa desta edição, escrita pela doutoranda Fredda Amorim, sobre as três décadas do Festival de Arte Negra – FAN. A décima terceira edição teve início em outubro deste ano e terá a culminância em maio de 2026. Sob o tema curatorial FAN ESPIRALAR – Cidade em Movimento, propõe, em sua celebração de 30 anos, uma reconfiguração conceitual e metodológica pautada na cosmovisão africana do tempo espiralar, conforme elaborada pela pesquisadora e Rainha do Reinado do Jatobá, Leda Maria Martins.

Espiralar indica o movimento de retorno e projeção, a constante dobra entre o que já foi e o que ainda pode ser no conectando novamente e sempre as nossas raízes simbólicas e territoriais. Desejamos vida longa ao FAN.

O nosso segundo destaque é para a coluna África, escrita por Marcos Cardoso. Ele nos escreve sobre Ibrahim Traoré, presidente de transição do Burkina Fasso, vem se destacando como uma importante voz anti-imperialista na África.  Ler o conteúdo da seção nos ajuda a entender muito sobe o país de Traoré e sobre o continente africano.

Outro destaque que fazemos é sobre a coluna Ensaio, escrita pelo pesquisador.  Diogo Fernandes Martins. Neste primeiro ano de renovação da Década dos Afrodescendentes, o texto nos ajuda a entender sobre as necessidades de políticas de reparação para a população negra no Brasil.  O autor nos explica sobre a Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, conhecida como Lei de Cotas, estabelece a reserva de vagas em universidades e institutos federais para estudantes pretos, pardos, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e aqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio em escola pública. Essa lei busca ampliar o acesso ao ensino superior para estudantes oriundos de escolas públicas e garante a inclusão social.

Como sempre e sem modéstia, sugerimos que leia a revista, pois todo o conteúdo está palatável.

Essa postagem foi possível graças a um dos nossos parceiros:​

Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

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Jorge Dias nasceu em Maputo, Moçambique, em 1972. Formou-se em Cerâmica na Escola Nacional de Artes Visuais em Maputo em 1992 e, entre 1997 e 2002, graduou-se em Escultura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
Está em cartaz no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), de Belo Horizonte, exposição retrospectiva do artista Jean-Michel Basquiat (1960-1988), inédita no país, com mais de 80 quadros, desenhos e gravuras. Ele desenvolveu um estilo novo e expressivo e tornou-se um dos destaques da retomada da pintura figurativa na década de 1980. A obra personifica o caráter de Nova Iorque nos anos 70 e 80, quando a mistura de empolgação e decadência criou um paraíso de criatividade. A mostra segue até 24 de setembro e pode ser vista de quarta a segunda, das 9 às 21 horas, no centro cultural localizado na Praça da Liberdade. A entrada é gratuita.