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Naruna Costa leva Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no 54º Festival de Cinema de Gramado

Release recebido e postado por Rosália Diogo

Artista paulistana interpreta advogada envolvida em caso inspirado em Ângela Diniz no drama ‘Pele de Rinoceronte’

Naruna Costa recebeu o Kikito de melhor atriz coadjuvante por “Pele de Rinoceronte”, de Marcello Ludwig Maia, no 54º Festival de Cinema de Gramado. A cerimônia de premiação dos longas nacionais aconteceu na noite de sábado (22). Naruna interpreta Maria Thereza, uma advogada criminalista que atua na estratégia de acusação contra o assassino de um crime inspirado no célebre caso de Ângela Diniz. Em seu caminho, cruzará com uma repórter policial (Débora Falabella) e com a própria vítima (Camila Lucciola).

“Meus pais foram lavradores e com eles eu aprendi que quando você trata bem a terra, o que a gente planta, dá. E quando conseguimos plantar uma semente, se ninguém for lá destruir, ela vai vingar. E esse prêmio pra mim significa isso, uma boa vingança”, disse Naruna em seu discurso de agradecimento. “Representa a vingança da memória de mulheres que foram assassinadas nesse país. Milhares de mulheres, mortas por seus companheiros, seus namorados, seus colegas, que não aguentam ver as mulheres livres”, acrescentou.

Conciliando reconhecimento e personagens impactantes, Naruna participou recentemente da novela “Coração Acelerado”. Ela poderá ser vista em breve nas séries “Instinto” (Globoplay) e “Habeas Corpus” (Netflix). Na tela grande, participou de “Dolores”, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, lançado em junho deste ano, e logo estará nos longas “Amadeo”, animação de Eduardo Felistoque, “Delicadeza”, de Eduardo Mattos, e “Os Demônios da Rua Scarpa”, de André Fidalgo.

Naruna foi protagonista da série “Irmandade”, e esteve “Todas as Flores”, “Beleza Fatal” e “Falas Negras”. Atriz, diretora, cantora e compositora, ela também prepara sua estreia na direção de longas com um documentário sobre o poeta Sérgio Vaz. Atualmente, a artista é professora do Curso de Atuações do Centro de Pesquisa Teatral. Nascida em Taboão da Serra, sua atuação se caracteriza pela valorização poética das periferias paulistanas e da presença negra no cenário cultural.

Instagram: @narunacosta

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Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

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