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Maria Luíza Viana é colunista e ilustradora da Revista Canjerê

Maria Luiza Viana é professora do Departamento de Tecnologia do Design, da Arquitetura  e do Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais, possui  Doutorado em Design pela USP (Universidade de São Paulo),  Mestrado em Arte e Tecnologia da Imagem  e Graduação em Artes Visuais pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) . Desenvolve pesquisas voltadas para as relações entre arte, design e cultura urbana e atua em projetos e em políticas públicas de educação, arte, intervenção urbana e graffitis em comunidades e favelas. Publicou diversos livros e artigos com o foco nas questões que envolvem arte, design, cultura e identidade negra e os espaços públicos. 

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Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

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Ao estudarmos a história da África, percebemos que a produção de informações a respeito de suas diversas sociedades subsaarianas é algo recente em termos historiográficos com início do seu apogeu a partir da Segunda Guerra Mundial, e ao olharmos a formação da sociedade brasileira notamos que esta foi intrinsecamente modelada sobre a influência desses povos africanos de modo que quatro séculos de escravidão conectaram profundamente a África Atlântica ao Brasil.
Há um corpo de 2.000 línguas da África subsaariana estudadas por Bleck em 1862 e concluiu-se que em todas elas, a palavra que designa gente é muNTU (ser humano); baNTU é o plural (seres humanos). Sabemos que as pessoas que falavam as línguas protobanto há pelo menos 3.000 anos antes da era cristã, migraram e dispersaram para a costa do Oceano Índico, para a África Central (Kongo/Angola) e o para o sul do continente. Os bantus criavam gado, conheciam a metalurgia do ferro, utilizavam embarcações que cruzavam os grandes rios da floresta equatorial, eram pescadores e agricultores que fundiram a enxada (metal).