Literatura > O tempo todo tudo muda

O tempo todo tudo muda

Foi com o título do poema “O tempo todo tudo muda”, que o poeta mineiro Ricardo Aleixo abriu a performance que ele realizou neste domingo, dia 5 de dezembro, para o lançamento do seu novo livro ‘Extraquadro’ que faz parte da programação do segundo dia do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN-BH 2021). A performance, que interagiu com o público, antecedeu a sessão de autógrafos e  contou com cerca de 50 pessoas.

Natural de Belo Horizonte, Ricardo Aleixo afirmou que é muito bom ser acarinhado na sua própria cidade. “Essa é a cidade onde eu nasci, pra mim é uma honra me apresentar aqui”, afirmou com uma voz rouca, e quase emocionado.

A obra Extraquadro que tem 63 páginas, reúne coletânea de poemas escritos por Ricardo Aleixo no período de 2013 a 2020. Sua publicação é resultado da parceria firmada entre o Laboratório Interartes Ricardo Aleixo (LIRA) e a Impressões de Minas Editora. O livro pode ser adquirido no site: www.impressoesdeminas.com.br, ou pelo email: contatoliravendas@gmail.com, pelo preço de R$ 65,00.

O artista é autodidata e estreou em 1992 com o livro Festim. Seus poemas revelam forte afinidade com o movimento concretista e com a etnopoesia. Com visão crítica da realidade, faz poesia social, mordaz, seca e irônica. Junta-se a isso seu trabalho de agitador cultural que leva a poesia à integração com outras formas de arte como o teatro, a música e a dança.

Já atuou na coordenação e curadoria de projetos culturais como os 30 Anos da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, Tricentenário de Zumbi e a Bienal Internacional de Poesia. Com Adyr Assumpção, montou vários espetáculos multimeios como Jogo de Guerra – Malês, em 1990, Desconcerto Grosso – Poemas de Gregório de Matos, em 1996, e Canudos, Sertão da Bahia, 1897, em 1997. Edita a revista Roda – Arte e Cultura do Atlântico Negro.

Toda a programação do FAN BH 2021 é gratuita. O evento é realizado cumprindo todos os protocolos de combate à covid-19 vigentes em Belo Horizonte. O festival é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, a partir da Secretaria Municipal de Cultura, Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC).

Para participar é necessário retirar o convite antecipadamente em https://linktr.ee/festivalartenegra.

Serviço:

Extraquadro, livro de Ricardo Aleixo, 63 páginas

Preço: R$65

Como impressoesdeminas.com.br ou pelo e-mail  contatoliravendas@gmail.com

Foto: Pamela Bernardo

Essa postagem foi possível graças a um dos nossos parceiros:​

Rosalia Diogo

Jornalista, professora, curadora do Casarão das Artes Negras, chefe de redação da Revista Canjerê, Dra em Literatura, Pós-doutora em Antropologia.

Você também pode gostar

Nelson Mandela já disse que “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. Essa citação do ex-líder sul-africano aplica-se bem à postura da atriz Léa Garcia dentro e fora dos palcos, das câmeras cinematográficas. Sua história e sua luta se embasam em muita garra, sabedoria e amor ao próximo, ato humano raro que poucos conseguem administrar.
A primeira edição do Festival GIRA trouxe como tema os Tambores de Couro, e a proposta é explorar outros formatos da musicalidade.
O Instituto Cultural Casarão das Artes Negras completa 12 anos de atuação em 2025, promovendo ações de valorização da cultura africana e afro-brasileira em Belo Horizonte. A nossa Revista Canjerê, que comemora 10 anos neste ano, atua na promoção de literatura, moda, culinária, música e debates em torno da luta antirracista.